Meta de resultado primário: Relator do Regime Fiscal na Câmara demonstra preocupação

 


Cláudio Cajado afirma que momento de credibilidade do governo federal avaliado pelo mercado na economia brasileira pode ser passageiro.

No dia em que o Copom pode anunciar uma nova diminuição na taxa de juros, o relator do Regime Fiscal na Câmara, o deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA), declarou que o momento de credibilidade do governo federal avaliado pelo mercado na economia brasileira pode ser passageiro. Cajado aponta que o déficit primário crescente que deve atingir, segundo o Instituto de pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), R$ 102,9 bilhões no acumulado de janeiro a agosto de 2023 e a dificuldade do governo em buscar soluções para aumentar a receita em pelo menos R$ 168 bilhões, meta estipulada pelo ministério da fazenda, acenderam uma luz amarela em relação ao resultado primário do próximo de ano.

Ainda segundo o parlamentar, se o cenário não mudar, vai ser praticamente impossível zerar o déficit em 2024 como prevê o Regime Fiscal aprovado na Câmara em substituição ao teto de gastos.

“Eu estive com o relator da lei de diretrizes orçamentárias (LDO), deputado Danilo Forte, e passei minha preocupação de que a LDO precisa estar completamente harmonizada com o espírito do regime fiscal para que o governo não possa, alterando a meta, começar a desfazer e desacreditar do Novo Marco Fiscal. Caso isso ocorra, perderemos a credibilidade com o mercado e as consequências vem em seguida, com aumento de juros, dos preços, risco Brasil, da inflação, etc”, afirmou o deputado. Na visão do progressista, a votação expressiva do Regime Fiscal na Câmara é uma ideia clara de que os parlamentares estão unidos no propósito de manter o equilíbrio das contas públicas e das metas desenhadas no novo regime.

“Tenho certeza de que essa minha preocupação é a da maioria dos parlamentares. Trabalhamos muito duro na criação de um texto factível à realidade fiscal do país, não vamos aceitar que todo esse esforço vá por água abaixo. Estamos cientes do nosso dever de lutar para que o Regime Fiscal seja cumprido”, completou o parlamentar.

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